{"id":1121,"date":"2012-06-01T11:40:53","date_gmt":"2012-06-01T14:40:53","guid":{"rendered":"http:\/\/&#038;p=1121"},"modified":"2026-06-09T18:24:03","modified_gmt":"2026-06-09T18:24:03","slug":"mineracao-e-o-novo-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/mineracao-e-o-novo-codigo-florestal\/","title":{"rendered":"A minera\u00e7\u00e3o e o novo C\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"<p>Para que a riqueza mineral surja e a Uni\u00e3o e&nbsp;a sociedade se aproveitem dela, h\u00e1 necessidade de que o minerador a crie. \u00c9 a intelig\u00eancia, a engenhosidade, o empreendedorismo,o capital e o risco privados que criam a&nbsp;riqueza&nbsp;mineral.<\/p>\n<p>Enquanto desconhecido, o dep\u00f3sito mineral&nbsp;n\u00e3o passa de uma coisa natural sem valor.&nbsp;Ap\u00f3s descoberto e desenvolvido pelo minerador,transforma-senum bem, num recursonaturaltornadode valor pela a\u00e7\u00e3o do empreendedor.&nbsp;A riqueza mineral n\u00e3o existeporsi s\u00f3. A riqueza mineral \u00e9 criada pelo&nbsp;investimento&nbsp;e esfor\u00e7o do empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>N\u00e3o sem raz\u00e3o, portanto, o parecer&nbsp;PROGE\/DNPM 145\/2006 sustenta: \u201cA minera\u00e7\u00e3o&nbsp;representa&nbsp;hoje atividade indispens\u00e1vel&nbsp;\u00e0 evolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do Pa\u00eds, chegando&nbsp;afirmara doutrina que \u2018a minera\u00e7\u00e3o \u00e9&nbsp;uma&nbsp;atividade de utilidade p\u00fablica e como&nbsp;tal&nbsp;deve ser reconhecida,&nbsp;pois \u00e9 inimagin\u00e1vel&nbsp;a&nbsp;vida sem minerais, metais e compostos&nbsp;met\u00e1licos,&nbsp;essenciais para a vida das plantas,&nbsp;dos&nbsp;animais e dos seres&nbsp;humanos. O combate&nbsp;\u00e0&nbsp;fome depende da agricultura e esta dos fertilizantes.Tamb\u00e9m&nbsp;dependem dos produtos&nbsp;minerais&nbsp;a habita\u00e7\u00e3o, o saneamento b\u00e1sico,as&nbsp;obras de infraestrutura vi\u00e1ria, os meios de&nbsp;transportes&nbsp;e de comunica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios fundamentos para a minera\u00e7\u00e3o receber&nbsp;tratamento diferenciado e ser colocada&nbsp;lado a lado em import\u00e2ncia com outras atividades essenciais ao funcionamento do Estado&nbsp;e ao bem-estar da sociedade: import\u00e2ncia&nbsp;para a economia do pa\u00eds, necessidade de vultosos<br \/>\ninvestimentos, longo prazo de matura\u00e7\u00e3o,&nbsp;riscos espec\u00edficos, contribui\u00e7\u00e3o para evitar&nbsp;o \u00eaxodo para as capitais e os bons empregos&nbsp;que gera em toda a cadeia produtiva.&nbsp;Para se ter uma ideia da import\u00e2ncia da&nbsp;minera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da&nbsp;sociedade, para se fabricar uma simples<br \/>\nl\u00e2mpada, h\u00e1 necessidade de se lavrar mais&nbsp;de trinta minas diferentes.<\/p>\n<p>Para a f\u00e1brica:&nbsp;1) telhado \u2013 mi nas de argila, calc\u00e1rio, areia,&nbsp;crisotila; 2) funda\u00e7\u00e3o, paredes, laje e forro \u2013&nbsp;areia, rocha, hematita (ferro), calc\u00e1rio, argila,e gipsita (cimento); 3) acaba mento,paredes&nbsp;e piso \u2013granito, m\u00e1rmore, ard\u00f3sia,quartzito, caulim e feldspato (azulejo); 4)encanamento e janela \u2013 petr\u00f3leo (PVC) e&nbsp;minas de hematita (ferro), de cobre e de&nbsp;zinco, bauxita (alum\u00ednio), cassiterita (estanho);&nbsp;5) lou\u00e7a sanit\u00e1ria \u2013caulim, feldspato,&nbsp;argila; 6) pintura \u2013 petr\u00f3leo (resina), caulim,&nbsp;calc\u00e1rio, pigmentos minerais. Para a l\u00e2mpada:1) ampola de vidro \u2013&nbsp;quartzo e feldspato; 2) filamento \u2013 scheelita (tungst\u00eanio); 3)&nbsp;has te \u2013 hematita (ferro) e n\u00edquel; 4) soquete\u2013bauxita (alum\u00ednio); 5) bulbo \u2013 cobre;<br \/>\n6) base \u2013 zinco.<\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o, como um dos pilares do&nbsp;desenvolvimento socioecon\u00f4mico nacional,&nbsp;\u00e9 considerada de utilidade p\u00fablica desde a&nbsp;d\u00e9cada de quarenta, pelo Decreto-Lei 3.365.<\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o houvesse comando legal&nbsp;expresso, a atividade mineral poderia ser&nbsp;considerada de utilidade p\u00fablica pelo&nbsp;modelo adotado pelo constituinte, trazendo&nbsp;para o setor privado todo o encargo e os riscos&nbsp;do investimento para a cria\u00e7\u00e3o da riqueza,&nbsp;que passar\u00e1 a integrar o patrim\u00f4nio da&nbsp;Uni\u00e3o.<br \/>\nAndou bem o legislador do C\u00f3digo&nbsp;Florestal, quando repetiu o que j\u00e1 existia na&nbsp;doutrina, no antigo C\u00f3digo Florestal e na&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o Conama 369\/06: a minera\u00e7\u00e3o \u00e9&nbsp;atividade de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Segundo o novo C\u00f3digo Florestal:<\/p>\n<p>\u201cArt. 3\u00ba- Para os efeitos desta Lei, entendese&nbsp;por:<\/p>\n<p>VIII &#8211; utilidade p\u00fablica:<br \/>\nb) as obras de infraestrutura destinadas \u00e0s&nbsp;concess\u00f5es e aos servi\u00e7os p\u00fablicos de&nbsp;transporte, sistema vi\u00e1rio, inclusive&nbsp;aquele necess\u00e1rio aos parcelamentos de solo urbano aprovados pelos Munic\u00edpios,saneamento, gest\u00e3o de res\u00edduos, energia,telecomunica\u00e7\u00f5es, radiodifus\u00e3o, instala\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de competi\u00e7\u00f5es esportivas estaduais, nacionais ou internacionais, bem co mo minera\u00e7\u00e3o, exceto, neste \u00faltimo caso, a extra\u00e7\u00e3o de areia, argila, saibro e cascalho;<\/p>\n<p>IX &#8211; interesse social:<\/p>\n<p>f) as atividades de pesquisa e extra\u00e7\u00e3o de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autoridade competente.<\/p>\n<p>Portanto, aplausos para o legislador, ao refor\u00e7ar&nbsp;o que j\u00e1 se sabia: a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial&nbsp;ao&nbsp;pa\u00eds e, sendo assim, \u00e9 de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>E este atributo deve ser interpretado de acordo&nbsp;com o artigo 36 do C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o:todas&nbsp;as atividades compreendidas at\u00e9 o<br \/>\nbeneficiamento&nbsp;do produto mineral s\u00e3o de&nbsp;utilidade&nbsp;p\u00fablica.<\/p>\n<p>As normas jur\u00eddicas s\u00e3o o resultado das for\u00e7as&nbsp;atuantes em determinado&nbsp;pa\u00eds, em determinada&nbsp;\u00e9poca. Essas for\u00e7as s\u00e3o a vontade do&nbsp;governo,&nbsp;as for\u00e7as sociais e a realidade econ\u00f4mica.&nbsp;Que avalia\u00e7\u00e3o pode ser feita do&nbsp;resultado&nbsp;dessas for\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo&nbsp;Florestal?&nbsp;Wilhelm&nbsp;Ludwig Von&nbsp;Eschwege&nbsp;(1777-1855),&nbsp;no cl\u00e1ssico Pluto&nbsp;Brasiliensis,&nbsp;escreveu com propriedade: \u201ca legisla\u00e7\u00e3o das&nbsp;minas, sobretudo, provocou a decad\u00eancia da&nbsp;minera\u00e7\u00e3o.\u201d O alerta vale para a legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;ambiental aplicada \u00e0 minera\u00e7\u00e3o. Espera-se&nbsp;dela, no m\u00ednimo, que venha contribuir, somar&nbsp;e possibilitar o desenvolvimento sustent\u00e1vel.&nbsp;E que n\u00e3o crie empecilhos para a redu\u00e7\u00e3o do&nbsp;passivo social do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Interesses econ\u00f4micos travestidos de interesses&nbsp;ambientais fizeram barulho. Interessados&nbsp;em&nbsp;criar barreiras econ\u00f4micas camufladas de<br \/>\npreocupa\u00e7\u00e3o&nbsp;ambiental se organizaram.&nbsp;A&nbsp;m\u00eddia&nbsp;abriu espa\u00e7o. Houve passeatas, panfletagens&nbsp;e muita demagogia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para que a riqueza mineral surja e a Uni\u00e3o e&nbsp;a sociedade se aproveitem dela, h\u00e1 necessidade de que o minerador a crie. \u00c9 a intelig\u00eancia, a engenhosidade, o empreendedorismo,o capital e o risco privados que criam a&nbsp;riqueza&nbsp;mineral. 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