{"id":18397,"date":"2022-01-24T09:14:59","date_gmt":"2022-01-24T12:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/williamfreire.com.br\/?p=18397"},"modified":"2026-06-09T18:23:57","modified_gmt":"2026-06-09T18:23:57","slug":"resolucao-anm-85-2021-regulacao-do-aproveitamento-de-estereis-e-rejeitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/resolucao-anm-85-2021-regulacao-do-aproveitamento-de-estereis-e-rejeitos\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o ANM 85\/2021: regula\u00e7\u00e3o do aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assunto encerrado ou desafios \u00e0 frente?<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tiago-de-mattos-ana-let-cia-lanzoni-moura\">TIAGO DE MATTOS<br>ANA LET\u00cdCIA LANZONI MOURA<\/h5>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/mina-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18416\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-resolu-o-anm-85-2021-regula-o-do-aproveitamento-de-est-reis-e-rejeitos\">Resolu\u00e7\u00e3o ANM 85\/2021: regula\u00e7\u00e3o do aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel Franks, autor do excelente \u201cMountain Movers\u201d&nbsp;(j\u00e1 citado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/mineracao-anm-e-transparencia-no-rumo-da-esperada-governanca-06102019\">aqui<\/a>), fez, h\u00e1 poucas semanas, uma provoca\u00e7\u00e3o interessante: afirmou que a forma de a ind\u00fastria mineral reduzir drasticamente os rejeitos da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 produzindo areia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sugest\u00e3o vem acompanhada do sum\u00e1rio executivo de um estudo em andamento chamado \u201cAlternative sand from mineral ores: A potential new solution to the global sand sustainability crisis\u201d, conduzido pelo&nbsp;Sustainable Minerals Institute&nbsp;(SMI) da Universidade de Queensland e pela Universidade de Genebra. O projeto investiga se os coprodutos do min\u00e9rio de ferro podem ser fonte alternativa, respons\u00e1vel e justa, de areia, al\u00e9m de uma solu\u00e7\u00e3o a ser considerada como parte da Resolu\u00e7\u00e3o UNEA-4 sobre a Governan\u00e7a de Recursos Minerais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desejo de fabrica\u00e7\u00e3o de subprodutos associados \u00e0 areia, com base nos rejeitos do min\u00e9rio de ferro, n\u00e3o \u00e9 propriamente uma novidade t\u00e9cnica. A transforma\u00e7\u00e3o da ideia em realidade, em grandes projetos, sim. A t\u00edtulo de exemplo, a Vale anunciou, no fim de 2021, o desenvolvimento de uma areia, oriunda de suas opera\u00e7\u00f5es de ferro, para uso em cimento, pr\u00e9-moldados em concreto, blocos intertravados e pavimenta\u00e7\u00e3o, entre outras utilidades. A iniciativa contou com investimentos na ordem de\u00a0R$ 50 milh\u00f5es, e, a depender do ganho de escala estimado pela empresa para os pr\u00f3ximos anos, o projeto se tornar\u00e1 um ponto de\u00a0<em>n\u00e3o retorno<\/em>\u00a0no avan\u00e7o da t\u00e3o sonhada economia circular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas como todas as ideias que envolvem novos formatos de aproveitamento mineral, o assunto enfrenta os obst\u00e1culos cl\u00e1ssicos da regula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Como bem destacado por Franks, a recupera\u00e7\u00e3o de materiais alternativos \u201cdesafia as normas e atitudes existentes no mercado\u201d. \u00c9 nesse contexto que a publica\u00e7\u00e3o da esperada&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/resolucao-anm-n-85-de-2-de-dezembro-de-2021-365053336\">Resolu\u00e7\u00e3o ANM 85\/2021<\/a>, que disp\u00f5e sobre o aproveitamento de rejeitos e est\u00e9reis, foi recebida pela ind\u00fastria mineral no fim do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A minuta da resolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 vinha sendo gestada h\u00e1 algum tempo. Foi inicialmente proposta pela Superintend\u00eancia de Regula\u00e7\u00e3o e Governan\u00e7a Regulat\u00f3ria da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM), analisada pela Procuradoria Federal junto \u00e0 ANM&nbsp;e aprovada, com ajustes, na 20\u00aa Reuni\u00e3o Extraordin\u00e1ria da Diretoria Colegiada, em 1\u00ba\/12\/2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os aspectos relevantes da norma, destacamos: a) a vincula\u00e7\u00e3o dos rejeitos e est\u00e9reis \u00e0 mina onde foram gerados; b) a necessidade de o aproveitamento de rejeitos e est\u00e9reis estar precedido de um t\u00edtulo de lavra; c) os procedimentos operacionais junto \u00e0 ANM para viabilizar referido aproveitamento, inclusive de subst\u00e2ncias n\u00e3o originalmente aditadas ao t\u00edtulo de lavra; e d) o dever de os rejeitos e est\u00e9reis depositados fora da poligonal do direito miner\u00e1rio serem objeto de servid\u00e3o mineral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um avan\u00e7o para o setor, que finalmente viu o assunto ser regulado em norma expressa, superando o cen\u00e1rio anterior (tratado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/old-mines-new-tricks-em-busca-do-minerio-contido-no-rejeito-e-seus-desafios-regulatorios-17112019\">aqui<\/a>) que, por se basear em entendimentos e interpreta\u00e7\u00f5es previstos em pareceres jur\u00eddicos da Procuradoria da ANM, trazia inseguran\u00e7a para o minerador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, em que pesem os avan\u00e7os da norma e a \u00f3tima iniciativa da ANM, pontos do texto final aprovado talvez dificultem o \u201cefeito disruptivo\u201d&nbsp;imaginado por Franks, e indica que alguns desafios jur\u00eddicos associados ao aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos n\u00e3o ser\u00e3o facilmente superados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acerca da vincula\u00e7\u00e3o dos rejeitos e est\u00e9reis \u00e0 mina onde foram gerados, trata-se de assunto superado na ANM, objeto de pareceres&nbsp;da Procuradoria Federal junto \u00e0 ag\u00eancia e da Consultoria Jur\u00eddica junto ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME). O entendimento de que caberia ao minerador o aproveitamento do material extra\u00eddo da \u00e1rea titulada, ainda que preliminarmente classificado como est\u00e9ril ou rejeito, durante a vig\u00eancia do t\u00edtulo e a opera\u00e7\u00e3o da mina, j\u00e1 vinha sendo aplicado de forma reiterada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todavia, a caracteriza\u00e7\u00e3o de tais materiais como&nbsp;produto da lavra, e seu v\u00ednculo de propriedade com o titular do empreendimento \u2013 esses itens, sim, pass\u00edveis de maior consist\u00eancia jur\u00eddica e reflexos seguros para o minerador \u2013 n\u00e3o foram expressamente refletidos pela norma. A hist\u00f3rica disputa entre Icomi e Ecometals para o aproveitamento do mangan\u00eas contido em est\u00e9reis e rejeitos, na Serra do Navio, mostra que esses conceitos, interpretados de forma aprofundada, s\u00e3o essenciais para solucionar casos semelhantes \u2013 justificaram inclusive a outorga de um t\u00edtulo de lavra&nbsp;<em>sui generis&nbsp;<\/em>pelo MME, para equacionar a solu\u00e7\u00e3o dada no processo judicial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a necessidade de t\u00edtulo de lavra pr\u00e9vio ao aproveitamento, a quest\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 estava relativamente superada. A norma manteve a estrutura processual cl\u00e1ssica referente \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o, caso a caso, da necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o do Plano de Aproveitamento Econ\u00f4mico (PAE), Plano de Lavra e\/ou documento similar, a depender do impacto na escala de produ\u00e7\u00e3o e no m\u00e9todo de lavra trazidos pelo aproveitamento dos est\u00e9reis e rejeitos. Quando estiverem depositados em \u00e1rea livre ou onerada por terceiros, sem v\u00ednculo com algum direito miner\u00e1rio pr\u00e9vio em vigor, o aproveitamento desses materiais dever\u00e1 ser precedido da obten\u00e7\u00e3o de um t\u00edtulo autorizativo de lavra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo racioc\u00ednio se aplica ao aproveitamento de subst\u00e2ncias diversas daquelas listadas no t\u00edtulo de lavra: manteve-se a din\u00e2mica de aditamento, exigida no artigo 47 do C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, com ligeira desburocratiza\u00e7\u00e3o dos documentos a serem apresentados \u00e0 ANM, em n\u00edtida tentativa de aplica\u00e7\u00e3o do&nbsp;procedimento simplificado&nbsp;estabelecido pelo artigo 10, par\u00e1grafo 2\u00ba, do Regulamento do C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, merece nota um singelo dispositivo escondido no item quatro do Anexo II, que dispensa o minerador de apresentar estudo preliminar de exequibilidade econ\u00f4mica do aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos quando a opera\u00e7\u00e3o envolver somente benef\u00edcios ambientais e\/ou sociais, devendo nesse caso, detalhar os impactos positivos esperados e respectivos favorecidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como ponto positivo, andou bem a norma ao expressar a desnecessidade de aditamento de subst\u00e2ncias para doa\u00e7\u00e3o de est\u00e9reis e rejeitos para \u00f3rg\u00e3os\/entes p\u00fablicos, uma demanda leg\u00edtima e corriqueira, principalmente dos munic\u00edpios em prov\u00edncias minerais, que viabilizam o uso desses materiais descartados, desassociado do conceito de&nbsp;aproveitamento mineral, em obras de pavimenta\u00e7\u00e3o e melhoria de vias p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto mais controvertido da norma nos parece o dispositivo que estabelece o&nbsp;dever&nbsp;de os rejeitos e est\u00e9reis depositados fora da poligonal do direito miner\u00e1rio terem sido objeto de servid\u00e3o mineral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A referida exig\u00eancia merece algumas reflex\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto n\u00e3o esclarece se estar\u00edamos diante da&nbsp;servid\u00e3o mineral&nbsp;no sentido estrito \u2013 vinculado \u00e0 emiss\u00e3o do Laudo T\u00e9cnico de Servid\u00e3o Mineral pela ANM e sua posterior constitui\u00e7\u00e3o, amig\u00e1vel ou judicial, pelo minerador \u2013 ou apenas no&nbsp;<em>conceito geral<\/em>, relacionado ao v\u00ednculo conceitual das \u00e1reas acess\u00f3rias \u00e0 cava, comumente apenas listadas no Plano de Aproveitamento Econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, ao se exigir que os rejeitos e est\u00e9reis depositados fora da \u00e1rea onerada tenham sido objeto de servid\u00e3o miner\u00e1ria, a norma desconsidera os mais variados \u2013 e leg\u00edtimos \u2013 formatos jur\u00eddicos de uso de espa\u00e7os para disposi\u00e7\u00e3o de est\u00e9reis e rejeitos, independentemente da aprova\u00e7\u00e3o de laudos de servid\u00e3o pela ANM. \u00c9 o caso de \u00e1reas de propriedade do minerador, listadas no PAE com a fun\u00e7\u00e3o de receber pilhas e barragens, sem necessidade (apesar da conveni\u00eancia) de institui\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o; contratos pessoais e reais relativos a im\u00f3veis de terceiros, em suas variadas formas, n\u00e3o necessariamente precedidos do laudo de servid\u00e3o; al\u00e9m do acesso a \u00e1reas acess\u00f3rias por meio de decis\u00f5es judiciais, muitas em car\u00e1ter liminar, que ainda n\u00e3o chegaram \u00e0 etapa de institui\u00e7\u00e3o formal da servid\u00e3o e que, em alguns casos e circunst\u00e2ncias pr\u00f3prias, tamb\u00e9m n\u00e3o foram precedidas de laudos de servid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dispositivo normativo parece criar uma exig\u00eancia desnecess\u00e1ria, que, por n\u00e3o alterar o v\u00ednculo entre o&nbsp;minerador, a&nbsp;mina&nbsp;e o&nbsp;material extra\u00eddo, n\u00e3o se adequa \u00e0 din\u00e2mica pr\u00e1tica das opera\u00e7\u00f5es de lavra. Nesse sentido, n\u00e3o nos parece haver fundamento consistente para que a institui\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o seja condi\u00e7\u00e3o ao aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como afirmado por Franks, para o sucesso da empreitada, \u00e9 vital que se ultrapassem \u201cport\u00f5es regulat\u00f3rios\u201d\u00a0\u2013 e esse passo foi dado pela ANM. Todavia, algumas disposi\u00e7\u00f5es poder\u00e3o, com o tempo, serem revistas, retirando complica\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. Talvez assim uma nova cultura de aproveitamento seja criada, tornando-se resposta aos dois desafios observados por Franks: a gest\u00e3o segura dos rejeitos e a crescente demanda global por\u2026 areia.<br><br><strong>TIAGO DE MATTOS<\/strong><br>S\u00f3cio do William Freire Advogados e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Miner\u00e1rio (IBDM)<br><br><strong>ANA LET\u00cdCIA LANZONI MOURA<\/strong><br>Advogada, p\u00f3s-graduada em Direito Miner\u00e1rio pelo CEDIN, p\u00f3s-graduada em Direito Ambiental e Direito Processual Civil pela Universidade Fumec<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Cr\u00e9dito da imagem: Pixabay<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assunto encerrado ou desafios \u00e0 frente? TIAGO DE MATTOSANA LET\u00cdCIA LANZONI MOURA Resolu\u00e7\u00e3o ANM 85\/2021: regula\u00e7\u00e3o do aproveitamento de est\u00e9reis e rejeitos Daniel Franks, autor do excelente \u201cMountain Movers\u201d&nbsp;(j\u00e1 citado&nbsp;aqui), fez, h\u00e1 poucas semanas, uma provoca\u00e7\u00e3o interessante: afirmou que a forma de a ind\u00fastria mineral reduzir drasticamente os rejeitos da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 produzindo areia.&nbsp; A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18416,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[36,138],"tags":[],"class_list":["post-18397","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-belo-horizonte"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18397"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":170948,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18397\/revisions\/170948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}