{"id":4788,"date":"2017-01-24T17:07:00","date_gmt":"2017-01-24T19:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/52.44.105.13\/?p=4788"},"modified":"2026-06-09T18:30:40","modified_gmt":"2026-06-09T18:30:40","slug":"csrf-valida-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-gastos-com-frete-entre-estabelecimentos-do-contribuinte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adz.technology\/demarest\/csrf-valida-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-gastos-com-frete-entre-estabelecimentos-do-contribuinte\/","title":{"rendered":"CSRF valida cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre gastos com frete entre estabelecimentos do contribuinte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/52.44.105.13\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/WFAA_DL_Testeiras-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3876\" src=\"http:\/\/52.44.105.13\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/WFAA_DL_Testeiras-04.jpg\" alt=\"DiarioTribut\u00e1rio_testeira\" width=\"901\" height=\"151\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 02.01.2017, foi publicado o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9303-004.318, pela 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais \u2013 CSRF, que reconheceu os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre gastos com frete de produtos acabados, entre estabelecimentos do contribuinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso, o contribuinte interp\u00f4s Recurso Especial com base na diverg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos Ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3301-001.577 e n\u00ba 3803-003.749, de c\u00e2maras baixas do CARF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na CSRF, o <strong>voto vencido<\/strong> foi do Conselheiro Relator Charles Mayer de Castro Souza, pela impossibilidade de apropria\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos. Destacou que a jurisprud\u00eancia do CARF vem se consolidando no sentido da veda\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9ditos, por duas raz\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(i) a transfer\u00eancia entre estabelecimentos n\u00e3o corresponde a uma efetiva opera\u00e7\u00e3o de venda;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(ii) o frete n\u00e3o foi pago em raz\u00e3o do transporte de produto em elabora\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese em que se incorporaria ao curso de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse entendimento restou superado pelo <strong>voto vencedor<\/strong> da Conselheira \u00c9rika Costa Camargos Autran, fundamentado no conceito de insumo adotado no Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9303-004.175, publicado em 15.08.2016, tamb\u00e9m pela 3\u00aa Turma da CSRF, no sentido da sua <strong>essencialidade<\/strong> no processo produtivo, ainda que dele n\u00e3o participe diretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, os gastos com frete de produto acabado, entre estabelecimentos do contribuinte, deveriam ser pass\u00edveis do creditamento de PIS e Cofins, tendo em vista que a presta\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o de transporte \u00e9 necess\u00e1ria e essencial \u00e0 atividade da empresa. Isso, com base no art. 3\u00ba, II, das Leis n\u00ba 10.833\/2003 e n\u00ba 10.637\/2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O voto vencedor reconheceu, para tanto, a ilegalidade das Instru\u00e7\u00f5es Normativas da RFB n\u00ba 247\/2002 e n\u00ba 404\/2004, de onde o Fisco extrai a atual defini\u00e7\u00e3o de insumos, que se assemelha ao restrito cr\u00e9dito f\u00edsico do IPI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A despeito de se tratar de Ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela CSRF, a mat\u00e9ria ainda n\u00e3o restou pacificada no \u00e2mbito do CARF. \u00c9 que ainda existem julgados de c\u00e2maras baixas, proferidos antes da nova composi\u00e7\u00e3o do CARF, que seguem em sentido contr\u00e1rio \u00e0 decis\u00e3o da CSRF, viabilizando que a mat\u00e9ria seja reapreciada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tocante ao julgado analisado, \u00e9 fundamental observar que o voto favor\u00e1vel ao creditamento n\u00e3o se baseou no dispositivo legal relativo especificamente ao frete (art. 3\u00ba, IX, da Lei n\u00ba 10.833\/2003). A base legal utilizada foi aquela relativa aos insumos (art. 3\u00ba, II, da Lei n\u00ba 10.833\/2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante, na medida em que a CSRF reconheceu que o frete entre estabelecimentos, em <strong>rela\u00e7\u00e3o aos produtos acabados<\/strong>, pode ser considerado como insumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo entendimento surge como um refor\u00e7o \u00e0 argumenta\u00e7\u00e3o anteriormente deduzida pelos contribuintes, que reside na interpreta\u00e7\u00e3o do dispositivo espec\u00edfico sobre o frete (art. 3\u00ba, IX, da Lei n\u00ba 10.833\/2003). Portanto, a partir de agora, existem Ac\u00f3rd\u00e3os favor\u00e1veis aos contribuintes tanto com base no dispositivo legal espec\u00edfico para o frete, quanto com fundamento no dispositivo que trata dos insumos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O entendimento da CSRF contraria o posicionamento da Segunda Turma da Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ (AgRg no REsp n\u00ba 1.335.014\/CE, DJe 08.02.2013), no qual se decidiu: \u201c<em>As despesas de frete somente geram cr\u00e9dito quando relacionadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de venda e, ainda assim, desde que sejam suportadas pelo contribuinte vendedor. Inexiste, portanto, direito ao creditamento de despesas concernentes \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia interna das mercadorias entre estabelecimentos de uma \u00fanica sociedade empresarial<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe tribut\u00e1ria do William Freire Advogados Associados est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para prestar quaisquer esclarecimentos.<\/p>\n<p><strong>Paulo Hon\u00f3rio de Castro J\u00fanior e Rodrigo H. Pires<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 02.01.2017, foi publicado o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9303-004.318, pela 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais \u2013 CSRF, que reconheceu os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre gastos com frete de produtos acabados, entre estabelecimentos do contribuinte. 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